Marvelhoso


No dia 24 de Abril, vou finalmente poder assistir ao culminar de 9 anos de muitas lágrimas, riso, paixões e raiva.

Vi um filme da Marvel, pela primeira vez, em 2010. Diga-se, sou capaz de ter visto o The Incredible Hulk mais cedo, agarrada a uma almofada e sem perceber muito bem o que se estava a passar na televisão. Mas, apesar da minha paixão secreta pelo Edward Norton, consigo admitir que esse filme está para o Universo Cinematográfico da Marvel (Marvel Cinematic Universe, AKA MCU) como o Sporting está para o futebol. É o pior dos piores.

Piadas clubistícas à parte, realmente já tinha visto o Hulk quando vi, pela primeira vez, o Iron Man em dezembro de 2010. Lembro-me da data porque era época de natal, e porque logo a seguir apanhei um vírus no computador a tentar fazer o download do Iron Man 2, que já tinha sido lançado também. Portanto, o importante a reter aqui é que, com 14 anos, não sabia proteger-me de vírus informáticos e fiquei obcecada pelo Robert Downey Jr. Não que a segunda parte seja verdadeiramente uma surpresa para vocês, tendo em conta que já partilhei convosco que tenho uma paixão intensa pelo Tom Cruise desde os meus 7 anos.

Estou a desviar-me da conversa. O foco principal é que ando nesta vida de sofrer por personagens ficcionais com super-poderes há coisa de 9 anos. E portanto sempre foi muito importante para mim abrir as notícias e ver que ia sair mais um filme desta personagem, e da outra, e da outra. E depois mais um filme do Iron Man. Nada*, no entanto, foi alguma vez tão importante quanto o Avengers: Endgame.

*exclui-se automaticamente (obviamente) o Captain America: The Winter Soldier porque nunca nada desta vida me irá deixar mais entusiasmada do que ver o Bucky Barnes e a Natasha Romanova interagirem. Para sempre apaixonada por casais ficcionais.

O Captain America: Civil War esteve, admitidamente, lá perto, mas apenas porque eu adoro ver pessoal à porrada e porque, sem qualquer dúvida, serei #TeamIronMan até morrer. E também porque era a primeira vez que íamos ver o Bucky Barnes decentemente após o Captain America: Winter Soldier.
Depois o Avengers: Infinity War também esteve perto de ser a melhor coisa de sempre, principalmente porque foi a primeira vez que vimos decentemente o Bucky Barnes desde o Captain America: Civil War (Black Panther não conta porque aparece apenas nos créditos finais e o Sebastian Stan nem está incluído nos créditos).

Ok. Fim do momento nerd. O Avengers: Endgame vai ser o meu filme do ano, independentemente de todos os filmes que possam ainda vir a sair até Dezembro. Nunca nada será tão emocionalmente gratificante quanto isto. Guardei um espacinho para todas estas personagens (excepto o Steve Rogers. O Steve Rogers é uma merda) no meu coração durante 9 anos e agora, agora vejo-as na sua viagem final e é quase como se fosse a minha viagem, também. E imagino as crianças entrarem na sala de cinema com os pais para verem um filme sobre super-heróis sem perceberem a evolução de todos eles. A jornada que os levou ao local onde estão agora, a forma como mudaram, se adaptaram e se tornaram pessoas diferentes, pessoas melhores. As crianças entram no cinema ao meu lado e estão a ver personagens de banda desenhada, enquanto eu vejo personagens que acompanho há quase uma década, que já existem nos grandes ecrãs há 11 anos e que são todas tão mais antigas e tão mais superiores do que isso.

Nenhuma criança de 11 anos sabe a importância que o Tony Stark tem na criação de um império de super-heróis universal. Nenhuma criança de 11 anos entende porque é que os Vingadores existem, porque é que a morte do Quicksilver foi idiota e porque é que a Natasha Romanova não veste biquínis. Ou porque é que eu, e muito boa gente,  nos recusamos a utilizar o apelido “Romanoff” e utilizamos Romanova em substituição.

Não tenho nada contra a presença de crianças no cinema a verem o novo filme dos Avengers. Mas nenhum deles irá entender.

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