Dia Mundial do Livro


Hoje é Dia Mundial do Livro. E contem-me lá se há melhor maneira de comemorar este dia do que fazer exatamente o mesmo que todas as outras alminhas com blogues estão a fazer e falar sobre livros?

O típico post de hoje é “adoro livros, vou partilhar convosco os meus preferidos”. Depois segue-se uma lista de trezentos livros que já leram, não porque realmente são os livros preferidos mas sim porque se falarmos em muitos livros parecemos um bocadinho mais inteligentes. E nesta época, toda a gente quer parecer a melhor bolachinha do pacote. Olhem para mim, sei ler. Sou tão culta.

Mas longe de mim tornar este post em mais um devaneio aziado, como é meu belo costume. O dia de hoje é dedicado aos livros.

Gosto de ler. Gosto mesmo muito de ler. Mas não gosto de dizer que gosto de ler - se querem o cúmulo disto, eu e o meu namorado estamos juntos desde julho de 2018 e só para aí há um mês é que ele percebeu que eu gostava de ler. Aliás, a situação era tão má que ele não só não sabia que eu gostava de ler como achava mesmo que eu nem sequer gostava.

Conversa real:

“Porque é que achavas que eu não gosto de ler?”
“Olha, porque nunca falaste em livros. Nunca me disseste “estou agora a ler um livro...””

Gosto de comparar gostar de ler a ser vegetariano. Quem realmente gosta de ler livros (e quem é vegetariano porque se preocupa) não conta a meio mundo que gosta de ler (e que é vegetariano). Já aqueles a quem dá jeito ler (já sabem o que vou meter aqui nos parênteses) não sabem estar calados. São modos de vida.

E depois há os elitismos. “Só gostas de ler se gostares de Shakespeare. Ou de Fernando Pessoa. Se só leres -inserir autor rasca aqui- não és culto”.

Não gosto de elitistas. Nem aqui, nem nas outras piriquitices da vida. Por isso leio o que me apetece e deixo os outros lerem o que lhes apetece, também, desde que não me bombardeiem com as histórias de como aquele livro sobre o 25 de abril de 1974 mudou a vida de uma criança nascida em 2010 que quase nem sabe ler.

Por gostar pouco dessas coisas, e de outras mais semelhantes, decidi que hoje, para vos falar no Dia Mundial do Livro, ia falar-vos de alguns livros que li em criança e que ainda hoje me deixam de sorriso no rosto só de pensar neles. Não, não são necessariamente os meus livros preferidos, nem livros geniais, nem grandes obras de arte. São apenas o que têm de ser: livros. E são livros importantes para mim, mesmo que não o sejam para mais ninguém.

Despertar - Parte 1 das Crónicas Vampíricas
L.J.SmitH

Não me lembro quando é que li este livro pela primeira vez. Sei que tem pouco mais de 200 páginas e que o li todo numa manhã - não, não estou a exagerar. Bastou uma manhã. Depois disso, comprei todos os outros livros da saga, que devorei igualmente. Mas o Despertar foi o meu despertar. 

Este Livro Ama-te
PewDiePie

A minha mãe ofereceu-me este livro há dois ou três anos pelo meu aniversário. Toda a gente sabe que os livros dos Youtubers são uma espécie de livros motivacionais do Gustavo Santos mas escritos por pessoas que vendem muito mais cópias. 
Mas o livro do PewDiePie é qualquer coisa de outro mundo. É feito de memes. Piadas com patos. Frases sem nexo nenhum. Ilustrações saídas da mão de artistas geniais. É tudo isto. E muito mais. E porque eu sou uma pessoa que adora tudo o que não tem nexo (talvez seja filha do Dadaísmo), este livro tem todo um outro toque para mim.


Harry Potter e a Ordem da Fénix
J.K.Rowling

Não é novidade que, quando me corto, o meu sangue corre verde - e não é por ser do Sporting,  é por ser de Slytherin. Como fã de Harry Potter que sou, li, obviamente, todos os livros do Harry Potter mas há apenas um que já li perto de mil e quinhentas vezes.
Não sei porque é que este livro é o meu preferido. Há muita coisa que não sei na vida, e esta é uma delas. Mas este é o meu livro preferido da saga, e depois tornou-se no meu filme preferido da saga. 

Marco Polo
Laurence Bergreen 

Um dia conto-vos tudo sobre a minha obsessão pelo Marco Polo. Sim, a personagem histórica. Até lá, ficam só a saber que papei um livro biográfico sobre as aventuras do Marco Polo pela Ásia em meia dúzia de dias. A parte mais engraçada de tudo? Nem comprei o livro. Tive uma amiga que me ofereceu pelos anos.
Sim. Uma amiga minha ofereceu-me pelos anos uma biografia do Marco Polo. Quem é nerd, afinal, quem é?

Breaking Dawn
Stephanie Meyer

Este livro podia estar nesta lista por pertencer à saga do Crepúsculo, a primeira saga pela qual me apaixonei verdadeiramente. No entanto, está nesta lista apenas e só porque foi o primeiro livro que li do princípio ao fim em inglês. Queria mesmo muito saber como acabava a história, mas o livro ainda não tinha saído em português. Então fiz-me à vida e comprei a versão original. Acreditem, quando ganham o gosto às versões originais, não querem outra coisa.

Este post já se alongou demais. Mas é isto. Feliz Dia Mundial do Livro. Se lerem o Kamasutra, também podem falar dele no vosso blogue. 

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